O que é capital conhecimento?
por José Maria Pedro
A primeira certeza que temos, usando a perspectiva cognitivista de conhecimento, é que se trata de algo dinâmico porque está sempre em evolução, incerto porque não sabemos se conhecemos a verdade, variável de indivíduo para indivíduo porque a transparência, a capacidade de processar, a habilidade no uso da lógica e a predisposição para a utilização de heurísticas nos raciocínios são distintas para cada pessoa.
Existem variadíssimas propostas para o conceito assentes na ideia de que se trata de um activo distinto dos restantes devido às suas propriedades, designadamente a capacidade de inovar e produzir riqueza. Define-se como capital intangível, capital intelectual ou capital conhecimento para evidenciar essa qualidade de factor criador de riqueza sem ser consumido durante a produção.
Definições recentes:
Carla O'Dell e C. Jackson Grayson, Jr, 1998
Wayne Applehans, Alden Globe e Greg Laugero, 1999
J M Pedro (definição de trabalho)
Uma visita breve a alguns dos autores sobre gestão de conhecimento, divulgados mais recentemente, permite obter a imagem flexível do conceito em torno de duas perspectivas complementares, uma focada nas próprias pessoas como centros de processamento transformador de informação em conhecimento e de conhecimento em informação e outra focada nas realizações das pessoas conhecedoras.
A primeira, habitualmente associada ao conceito de conhecimento tácito, apresenta o conhecimento como sendo humano, activo, potenciador da aquisição de novo conhecimento, difícil ou impossível de ser possuído pela empresa, não podendo pois ser transaccionado e partilhado. Num sentido de sequência produtiva, esta primeira perspectiva põe em destaque a sua potencialidade geradora de conhecimento explícito.
Na segunda perspectiva, o conhecimento é visto fundamentalmente como uma realização explícita podendo ser identificado nas patentes, nos procedimentos organizacionais, nos padrões de interacção no interior das organizações, nas formas de relacionamento com fornecedores e clientes, nos produtos. É identificável, pode ser possuído pela empresa, partilhado e transaccionado.
Os autores mais recentes apresentam uma grande variedade de propostas que passamos a mostrar utilizando algumas expressões cujas riqueza e oportunidade nos parecem ilustrar melhor a visão de cada um.
Karl Wiig, 1993
Karl Wiig evidencia o carácter humano e instrumental do conhecimento na relação das pessoas com a informação. Refere que o
"Conhecimento consiste em verdades e crenças, perspectivas e conceitos, julgamentos e expectativas, metodologias e know-how. O conhecimento é acumulado, organizado e integrado e detido por longos períodos para estar disponível para ser aplicado a lidar com situações específicas e problemas. Informação consiste em factos e dados que são organizados para descrever uma situação particular ou um problema. O conhecimento é aplicado subsequentemente para interpretar a informação disponível sobre uma situação particular e para decidir como lidar com ela."
Charles D. Winslow, 1994
Charles D. Winslow, com preocupações centradas no tema 'trabalho no futuro', agora que as tecnologias da informação deram aos trabalhadores níveis de acesso à informação sem precedentes, afirma que é preciso fazer algo com ela, é preciso transformá-la em conhecimento. A este propósito, salienta a dimensão social e individual no sentido da importância da consciência do saber e da sua utilidade e aplicabilidade prática, dizendo que:
"Conhecimento é mais do que saber algo. É também saber que sabe, saber porque sabe, e saber o que fazer com o que sabe. Há no mínimo seis características no conhecimento: (1) é aplicável ou prático, (2) contextual, (3) experimental, (4) histórico, (5) comum ou social, e (6) individual."
Charles D. Winslow, 1994
Michael J. Earl, 1994
Michael J. Earl refere que a distinção entre dados e informação foi consolidada nos anos 1960s e 1970s depois de muitos haverem devotado tempo considerável à questão. A conceptualização e definição de conhecimento foram deixadas aos filósofos, considerando que o conhecimento era um fenómeno potencialmente mais complexo.
Os desenvolvimentos da inteligência artificial, sistemas periciais e sistema de base de conhecimentos nos anos 1970s e 1980s e os seus desafios vieram encorajar a discussão à volta do conceito de conhecimento. Para este autor o conhecimento é essencialmente um stock validado:
"… é o que nós sabemos, ou o que nós podemos aceitar pensar que sabemos e que ainda não foi provado ser inválido"
Michael J. Earl, 1994
Nonaka & Takeuchi, 1995
Nonaka & Takeuchi, preocupados com a identificação de sinais distintivos da cultura oriental relativamente à ocidental, propõem três definições de conhecimento, duas com base na distinção entre as aproximações dos autores ocidentais e orientais ao conceito e uma integradora assente na distinção entre a realidade que o indivíduo conhece e a verdade do objecto conhecido. Afirmam que a aproximação ocidental compreende fundamentalmente activos de conhecimento na forma explícita; e que a aproximação oriental (japonesa) vê o conhecimento fundamentalmente como tácito.
O conhecimento tácito é aquele que o indivíduo possui e é incapaz de transmitir, como o do pianista e do artesão, adquirido ao longo de muitos anos de prática. Consiste em modelos mentais, crenças e perspectivas tão integradas no próprio sujeito que as sente como fazendo parte de si mesmo e não consegue exprimir nem transmitir.
O conhecimento explícito é formal, sistemático e pode ser transmitido mais facilmente. Nonaka conta que um dia uma técnica de software foi encarregada de trabalhar com um padeiro que fazia o melhor pão de Osaka e que ninguém conseguia copiar. O objectivo era captar o conhecimento tácito do padeiro para desenvolver software a integrar numa máquina de amassar pão que o imitasse perfeitamente. Depois de um ano de inúmeras tentativas sem sucesso, apercebeu-se que o padeiro esticava a massa com uma técnica particular. Só depois de ter integrado este gesto no software da máquina é que conseguiu fazer com ela pão da mesma qualidade do que era feito manualmente. A partir desse momento o conhecimento do padeiro quanto à elaboração do pão tornou-se explícito, ficou disponível para utilização por outros.
A visão que chamam ocidental assenta na ideia de que o conhecimento é fundamentalmente explícito e é constituído por realizações humanas:
"Esta visão está profundamente embrenhada nas tradições da gestão ocidental desde Frederik Taylor a Herbert Simon. E é uma visão de conhecimento necessariamente explícito - algo formal e sistemático. Conhecimento explícito pode ser expresso em palavras e números, e facilmente comunicado e partilhado na forma de dados, fórmulas científicas, procedimentos codificados, ou princípios universais."
A visão oriental (japonesa) é centrada na ideia de que o conhecimento é stock activo, apresentando-se como a base do iceberg.
"As companhias Japonesas, contudo, têm um entendimento de conhecimento muito diferente. Elas reconhecem que o conhecimento expresso em palavras e números representa apenas o cume do iceberg. Elas vêem o conhecimento como sendo primeiramente tácito - algo dificilmente visível e expressável. Conhecimento tácito é altamente pessoal e difícil de formalizar, tornando-se difícil de comunicar ou de partilhar com outros. Visões subjectivas, intuições e palpites caem nesta categoria de conhecimento. Além disso, conhecimento tácito está profundamente enraizado na acção e experiência individuais, bem como nos ideais, valores ou emoções que ele ou ela encerram."
A visão integradora destes autores salienta a natureza do conhecimento como "crenças justificadas". Referem que a epistemologia tradicional enfatiza a natureza do conhecimento como absoluto, estático e não-humano, enquanto que a sua visão considera o conhecimento um stock validado:
"um processo humano dinâmico de justificação de crenças pessoais contra a ‘verdade’".
Nonaka & Takeuchi, 1995
Annie Brooking, 1996
Annie Brooking orienta-se no sentido da intangibilidade do conhecimento, situando-se mais perto da visão ocidental proposta por Nonaka & Takeuchi. Isto é, a parte inferior do iceberg aparece menos relevante no seu trabalho. Chama-lhe capital intelectual e identifica com alguma precisão os elementos que constituem esses activos, apresenta portanto uma ideia de que o conhecimento é humano cujos resultados são visíveis na organização, fazendo-a funcionar.
"Capital Intelectual é o termo dado aos activos intangíveis combinados que permitem à empresa funcionar. O capital intelectual de uma empresa pode ser dividido em quatro categorias: activos de mercado, activos de propriedade intelectual, activos humanos e activos de infra-estrutura".
Annie Brooking, 1996
Paul Strassman, 1996
Paul Strassman preocupado com a quantificação do capital conhecimento nas organizações aponta para a ideia de que o conhecimento é humano e é valor evidenciado na relação da empresa com o cliente. Em entrevista, ao ser questionado sobre uma definição de capital de conhecimento refere:
"Capital conhecimento é o valor que um cliente atribui acima do custo das vendas e do capital. É o sobrevalor acima do valor tradicional. As pessoas que possuem o conhecimento acumulado sobre a empresa são os portadores do capital de conhecimento. São aqueles que deixam o local de trabalho todas as noites e poderão não regressar. Possuem algo pelo qual gastaram incontáveis horas observando e conversando enquanto não entregavam nada de tangível para pagar aos clientes. Os seus cérebros tornaram-se os repositórios de um acumulado de visões sobre o modo "como as coisas funcionam" - algo muitas vezes vagamente designado por "cultura da empresa". As suas cabeças transportam uma quota parte do capital conhecimento, o que os torna accionistas do activo mais importante que a firma detém - apesar de nunca aparecer relevado nas peças financeiras. Cada um destes accionistas torna-se de facto um gestor, porque a aquisição de informação e a utilização são a essência de todas as actividades de gestão."
Paul Strassman, 1996
Edvinsson & Malone, 1997
Edvinsson & Malone fazem uma analogia que compara a empresa a um ser vivo como a árvore. A parte visível do tronco, ramos e folhas é constituída pelos documentos da empresa onde o conhecimento é visível em gráficos, relatórios e outros documentos. As raízes escondidas são de facto a parte maior da árvore, é daí que provém a qualidade dos frutos, o sabor e a cor.
Propõem a separação do conhecimento em duas perspectivas com base no critério da possibilidade da sua posse, sendo a primeira o capital humano um stock potencial, activo e individual e a segunda já um resultado explícito transacionável. Para estes autores, os conceitos de capital intelectual, capital conhecimento, activos não financeiros, activos imateriais, activos escondidos, activos invisíveis, meios para atingir o objectivo são sinónimos.
De acordo com a pesquisa efectuada pela sua equipa ao serviço da empresa seguradora Skandia, os factores dinâmicos invisíveis (raízes do valor da empresa) assumem tipicamente duas formas:
"CAPITAL INTELECTUAL = CAPITAL HUMANO + CAPITAL ESTRUTURAL"
Edvinsson & Malone, 1997
Karl Erik Sveiby, 1997
Karl Erik Sveiby afirma que qualquer actividade é conseguida através do uso de duas dimensões de conhecimento: conhecimento focal que é conhecimento sobre o objecto ou fenómeno que está em foco; conhecimento tácito que é usado como ferramenta para lidar com o que está em foco. Tais dimensões não são categorias ou níveis numa hierarquia, são antes duas dimensões do mesmo todo.
Atribui quatro categorias ao conhecimento: O conhecimento é tácito. … como é que se explica em palavras como se move ou serve uma bola de ténis? O conhecimento é orientado à acção. …estamos constantemente a gerar novo conhecimento pela análise das impressões sensoriais que recebemos. O conhecimento é suportado por regras. … para processar consciente ou inconscientemente o conhecimento. … agem como filtros do conhecimento. O conhecimento altera constantemente. Refere que esta qualidade dinâmica do conhecimento está reflectida em verbos como aprender, esquecer, relembrar e compreender. Define conhecimento de uma forma extremamente sintética fazendo passar a mensagem de que a acção é essencial:
"Defino conhecimento como capacidade de agir"
Karl Erik Sveiby, 1997
Karl Erik Sveiby afirma que o termo conhecimento tem muitas conotações e propõe a palavra competência como mais adequada para ilustrar o conceito, incluindo na sua caracterização cinco elementos mutuamente dependentes: conhecimento explícito, habilidades, experiência, julgamentos de valor e relação social.
Thomas A. Stewart, 1997
Thomas A. Stewart propõe uma visão do conceito centrada na empresa, salientando a sua qualidade de capital por ser gerador de riqueza, reúne a perspectiva humana e estrutural colocando-as ao mesmo nível. Trata-se de uma aproximação abrangente que inclui a visão ocidental e oriental de Nonaka & Takeuchi alargando-as ao espaço organizacional. Isto é, o que conta como capital intelectual é a base, o processo e o resultado da inserção do indivíduo na organização incluindo, além da experiência e conhecimento individuais, os vestígios da presença do indivíduo na organização e as realizações desses indivíduos em grupo.
"capital intelectual não quer dizer um pequeno grupo de doutores fechados algures num laboratório. Nem significa propriedade intelectual (como patentes e copyrights), apesar de ser uma parte do capital intelectual. Capital Intelectual é a soma de tudo o que todos numa empresa sabem que lhe dá as vantagens competitivas. Diferentemente dos activos com os quais o pessoal de negócios e contabilistas está familiarizado - terra, fábrica, equipamento, dinheiro - o capital intelectual é intangível. … Numa frase: Capital Intelectual é material intelectual - conhecimento, informação, propriedade intelectual, experiência - que pode ser posta em utilização para criar riqueza" .
Thomas A. Stewart, 1997
Verna Allee, 1997
Verna Allee está interessada em alargar os limites do conhecimento individual até à perspectiva social e comunitária. Estuda a evolução do conhecimento numa tentativa de identificar formas de expansão da inteligência organizacional, afirma que:
"o conhecimento está sempre a mudar. Numa organização, o conhecimento muda acerca dos produtos, serviços, processos, tecnologia, estruturas, papéis e relações."
… "conhecimento em geral é demasiado complexo e fluído para ser desenhado, processado e gerido… "
"O conhecimento é confusão …"
Verna Allee, 1997
Chun Wei Choo, 1998
Chun Wei Choo entende que existem três tipos de conhecimento organizacional: conhecimento tácito, conhecimento baseado em regras e conhecimento cultural:
"Conhecimento tácito consiste em habilidade de mãos, know-how especial, heuristicas, intuições, e coisas do género que as pessoas desenvolvem à medida que mergulham no fluxo das actividades do seu trabalho diário…"
"Conhecimento baseado em regras é conhecimento explícito usado para ligar acções a situações por invocação de regras apropriadas…"
"Conhecimento cultural é o conhecimento que faz parte da cultura da empresa e é comunicado oralmente e em textos verbais como histórias, metáforas, analogias, visões, e afirmações de missão…"
Chun Wei Choo, 1998
Max H. Boisot, 1998
Para Max H. Boisot o conceito de conhecimento é definido através da interacção entre os acontecimentos (coisas) que são a fonte dos dados e o indivíduo (agente na sua terminologia). A informação não é inocente, a sua estrutura e formação depende dos filtros perceptuais e conceptuais do indivíduo que observa os acontecimentos. Na actividade humana, o conhecimento intervém de forma singular, economizando no uso de recursos físicos (espaço, tempo e energia) de três formas distintas: informando os recursos ou os processos, organizando-os e melhorando o entendimento dos agentes inteligentes que interagem com esses recursos físicos.
O conhecimento detido pelos indivíduos constrói as estruturas de informação latentes nas coisas físicas, como nos documentos ou nos cérebros individuais.
"… enquanto os dados podem ser caracterizados como uma propriedade de coisas, o conhecimento é uma propriedade de agentes predispondo-os para agir em circunstâncias particulares. Informação é aquele subconjunto de dados residindo nas coisas que activam o agente - é filtrada dos dados pela percepção ou aparato conceptual do agente. Informação, com efeito, estabelece a relação entre as coisas e os agentes. O conhecimento pode ser conceptualizado como um conjunto de distribuições probabilísticas possuídas por um agente orientando as suas acções. Contrariamente à informação, o conhecimento não pode ser observado directamente. A sua existência só pode ser inferida das acções dos agentes. Daqui decorre que os activos de conhecimento não podem ser directamente observados; têm por isso de ser apreendidos indirectamente."
Max H. Boisot, 1998
Davenport e Prusak, 1998
Davenport e Prusak realçam o carácter dinâmico e criador do conhecimento. É visto como algo activo e gerador de novo conhecimento na mente dos indivíduos. Não se diz que um processo pode conhecer ou que se trata de um activo cheio de conhecimento, mas diz-se que determinado indivíduo é educado e inteligente. Para estes autores,
"Conhecimento é uma mistura fluida de experiência enquadrada, valores, informação contextual, e visão especializada que oferece um esquema para avaliar e incorporar novas experiências e informação. É originado e aplicado na mente dos indivíduos conhecedores. Nas organizações, aparece frequentemente embebido não só em documentos ou repositórios mas também nas rotinas organizacionais, nos processos, práticas e normas."
Está acima dos dados e da informação e perfeitamente relacionado com a acção. Só os humanos podem produzir conhecimento e fazem-no a partir da informação através de análise da comparação, das consequências, das ligações e na conversação com outros indivíduos.
"O conhecimento vem da informação como a informação vem dos dados. Se a informação é para se tornar conhecimento, os humanos têm de fazer virtualmente todo o trabalho. Esta transformação acontece através de palavras iniciadas em C como:
Comparação: como é que a informação sobre esta situação se compara a outras situações que conhecemos?
Consequências: que implicações tem a informação para as decisões e acções?
Ligações: como é que este elemento de informação se relaciona com outros?
Conversação: o que pensam as outras pessoas sobre esta informação?"
Davenport & Prusak, 1998
Carla O'Dell e C. Jackson Grayson Jr, 1998
Carla O'Dell e C. Jackson Grayson Jr afirmam que o conhecimento é uma consequência da interacção entre as pessoas. É mais amplo que o conceito de capital intelectual (CI). Referem que alguns escritores têm preferido expandir o conceito de CI para incluir práticas e processos, na sua forma mais pura, mas CI refere-se apenas ao valor comercial das marcas comerciais, licenças, nomes de marcas, formulações e patentes. Nesta visão, conhecimento-como-capital-intelectual é um activo, quase tangível. O uso que fazem do termo conhecimento é o seguinte:
"vemos o conhecimento como dinâmico - uma consequência de acção e interacção das pessoas numa organização com informação e com cada uma"
"conhecimento é maior que informação"
"a nossa definição simples de trabalho: conhecimento é informação em acção."
"… conhecimento é o que as pessoas numa organização sabem sobre os seus clientes, produtos, processos, erros e sucessos, quer seja conhecimento tácito ou explícito."
Carla O'Dell e C. Jackson Grayson, Jr, 1998
Wayne Applehans, Alden Globe e Greg Laugero, 1999
Os autores mais recentes reforçam o aspecto activo do conhecimento e preferem propor definições mais simples e tácticas para fugir às intermináveis e habituais discussões académicas sobre o conceito.
Wayne Applehans, Alden Globe e Greg Laugero num trabalho de concepção prática de um sistema de gestão de conhecimento sobre tecnologia internet afirmam que o
"conhecimento é a habilidade para transformar a informação e os dados em acção efectiva..."
Wayne Applehans, Alden Globe e Greg Laugero, 1999
Nancy M. Dixon, 2000
Para Nancy M. Dixon conhecimento organizacional é sobretudo a base da acção dos empregados, define conhecimento comum como:
"The knowledge that employees learn from doing the organization tasks"
Nancy M. Dixon, 2000
e afirma que se trata de um entre muitos tipos de conhecimento que existem numa organização.
J M Pedro (Definição de trabalho)
Para este trabalho, daremos o seguinte entendimento do conceito capital conhecimento:
Capital Conhecimento inclui os activos intangíveis que podem ser postos em acção para criar riqueza. Pode ser dividido em três categorias principais: potencial ou humano, vestígios ou estrutural e ambiente ou de mercado.
O capital conhecimento potencial inclui os activos humanos e as suas manifestações na forma de propriedade intelectual como patentes, copyrights, design, segredos comerciais;
O capital conhecimento na forma de vestígios compreende aquilo que os humanos organizaram, estabeleceram e fixaram na empresa, como a estrutura, modo de funcionamento, processos de desenvolvimento do conhecimento e de relacionamento com os mercados de fornecedores e de clientes;
O capital conhecimento na forma de ambiente refere-se aos mercados com os quais está relacionado e às parcerias que a empresa estabeleceu para funcionar
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© J M Pedro