GLOSSÁRIO DE CAPITAL CONHECIMENTO

 

NOTAS

Este glossário foi elaborado para apoiar a leitura de textos relacionados com os modelos de medição Capital Conhecimento, existem outros termos não contemplados.

Como se trata de uma matéria recente, não há ainda uma standardização total de conceitos, por isso foi necessário organizar o glossário em função dos autores mais conhecidos.

Se o termo não existe no glossário geral é porque tem vários significados, deve ser procurado sob o nome do autor que o definiu ou utiliza.

 

 

Por José Maria Pedro, 2001

 

 

 

ÍNDICE

TERMOS DE USO GENERALIZADO *

Leif Edvinsson *

Paul A. Strassman *

Annie Brooking *

Thomas Stewart *

Verna Allee *

O’Dell & Grayson *

Ken Standfield (KnowCorp) *

Cap Gemini *

MAGIC (Measuring and Acounting Intelectual Capital) *

Kaplan & Norton *

Karl Erik Sveiby (Monitor de Activos Intangíveis) *

A medição tradicional dos intangíveis *

 

 

TERMOS DE USO GENERALIZADO

Activo Líquido Contabilístico: [(Activo Total) – (Passivo Total)] + Reservas Ocultas. As reservas ocultas pressupõem a auditoria de todas as contas do balanço para verificar se o seu valor real é mesmo o que está registado na contabilidade. As reservas ocultas podem ser positivas ou negativas;

Activos Intangíveis: Capital Intelectual ou Capital Conhecimento;

Activos Reais: Activos tangíveis (maquinaria, fábricas, escritórios, …) + Activos Intangíveis (perícia técnica, marcas comerciais, patentes, …);

Capital Conhecimento: Activos Intangíveis (= Capital Intelectual para alguns autores). Admitimos que o capital conhecimento pode ser estruturado em três tipos fundamentais para efeitos de medição Potencial, Vestígios e Ambiente. A medição é um quebra-cabeças em qualquer um destes tipos.

Capital Intelectual: Capital Intangível ou Capital Conhecimento. Idêntico a capital conhecimento, mas cada autor tem um entendimento específico do conceito;

Capital: recurso utilizado na produção que terá consequências no aumento de riqueza sem ser integralmente consumido na primeira vez que se utiliza;

Capitalização Bolsista: (Número de acções emitidas) x (valor de mercado de cada acção);

Conhecimento: Além de ser cada vez mais determinante e importante na actividade económica, o conhecimento distingue-se de um mero recurso, permite criar riqueza independentemente da forma como existe nas organizações. Distingue-se da generalidade dos recursos consumidos durante a produção porque a sua utilização é feita ao longo de todo o processo produtivo e não pressupõe a sua destruição ou desaparecimento com a incorporação. Por isso, adquire o estatuto e a forma de capital, passando a chamar-se Capital Conhecimento;

Modelos de Medição de Capital Conhecimento: Processos de cálculo quantitativo, de avaliação qualitativa ou de qualquer natureza desde que pretendam avaliar o capital conhecimento existente na empresa em determinado momento;

MtoB: Rácio (Valor de Mercado) / (Valor líquido registado na contabilidade);

Rácio Market-to-Book ou MtoB: (Valor de Mercado) / (Valor líquido registado na contabilidade);

Reservas Ocultas: As reservas ocultas pressupõem a auditoria de todas as contas do balanço para verificar se o seu valor real é mesmo o que está registado na contabilidade. Podem ser positivas ou negativas;

Situação Líquida: [(Activo Total) – (Passivo Total)], isto é, valor que fica depois de todos os débitos da empresa serem pagos e deduzidos ao valor do activos. O mesmo que Book equity;

Valor Contabilístico Líquido: Situação Líquida das empresas;

Valor de Mercado da Empresa: Capitalização Bolsista, isto é, (Número de acções emitidas) x (valor de mercado de cada acção);

 

 

Leif Edvinsson

Capital Cliente: Relacionamento com os clientes. É de importância central para a riqueza da empresa e é distinto da relação com empregados e com parceiros estratégicos;

Capital Estrutural: Descreve-se como aquilo que dá corpo, poder e suporta infraestruturalmente o capital humano. É também a capacidade organizacional, incluindo os sistemas físicos utilizados para guardar e transmitir o material intelectual. Inclui a qualidade e eficácia dos sistemas tecnológicos, imagem da empresa, bases de dados, conceitos organizacionais e documentação. Inclui ainda activos de propriedade intelectual como patentes, marcas comerciais e copyrights. Pode ser separado em Capital Organizacional, Capital Cliente e Capital Processo;

Capital Financeiro: Refere-se aos activos tradicionalmente contabilizados no balanço contabilístico das empresas;

Capital Humano: Recursos Humanos no sentido tradicional e activos intelectuais. Deve incluir todas as capacidades individuais, conhecimento, habilidades e experiência dos empregados e gestores da empresa. Não se trata da mera soma destes valores, deve captar ainda a dinâmica de uma organização inteligente num ambiente competitivo em mudança;

Capital Inovação: Diz respeito à capacidade de renovação e aos resultados da inovação na forma de direitos comerciais protegidos, propriedade intelectual e outros bens intangíveis e talentos usados para criar e colocar rapidamente no mercado novos produtos e serviços;

Capital Intelectual: Significa Activos Intangíveis. Inclui o capital humano e capital estrutural;

Capital Organizacional: É o investimento da empresa em sistemas, ferramentas, e filosofia de operação que dispersa e acelera a difusão de conhecimento através da organização bem como através dos canais de aprovisionamento e de distribuição. É a competência da organização empacotada, sistematizada e codificada bem como os sistemas usados para a melhorar. Inclui Capital Inovação e pelo Capital Processo;

Capital Processo: são os processos de trabalho, técnicas como as ISO 9000, e programas de empregados que aumentam e melhoram a eficiência de produção ou de distribuição de serviços;

Coeficiente de eficiência: Valor de I na Equação Universal. O valor de i é um verdadeiro detector da equação. Os elementos para cálculo do valor i provêm do Skandia Navigator. Devem resultar de uma selecção que ajustada à eficiência da empresa e que cubra todas as áreas do Navigator; Retiram-se os indicadores redundantes; Obtem-se a soma de todos os indicadores e divide-se pelo número de indicadores da lista. Finalmente teremos a equação completa. Por exemplo, para i = 0,85 e C = 200 milhões fica: ;

Equação universal de capital intelectual: (valor do capital intelectual em unidades monetárias) x (coeficiente de eficiência na utilização deste capital). Leif Edvinsson defende que se encontrarmos um conjunto de indicadores principais seleccionados a partir do Skandia Navigator, mediante certos cuidados, podemos criar uma equação que permita a comparação universal. Essa equação deverá ter o seguinte aspecto: , onde: C é o valor do capital intelectual em unidades monetárias; i é o coeficiente de eficiência na utilização deste capital;

Fase de Capitalização: Fase de desenvolvimento da função capital intelectual na empresa. Capta o uso de tecnologia organizacional como os sistemas de gestão de bases de dados, as ferramentas de automatização do pessoal de vendas e outros, para a criação de capital intelectual;

Fase de Futurismo: Fase de desenvolvimento da função capital intelectual na empresa. Cultura sistemática da inovação como uma competência central da organização para manter a renovação e o desenvolvimento e permanecer no topo;

Fase de Liderança: Fase de desenvolvimento da função capital intelectual na empresa. Decisão aos vários níveis da empresa de acção a partir do relatório de capital intelectual elaborado na nova perspectiva. Trata-se de um desvio da gestão do passado para a navegação futura assente na renovação e desenvolvimento;

Fase de Medida: Fase de desenvolvimento da função capital intelectual na empresa. Tem como objectivo o desenvolvimento de métricas equilibradas, da taxionomia para o novo modelo, da função de controlo do capital intelectual e de alinhamento com o sistema contabilístico da empresa;

Fase de Tecnologia: Fase de desenvolvimento da função capital intelectual na empresa. Trata do desenvolvimento da tecnologia destinada a melhorar a transparência, a preparação (empacotamento) do conhecimento e os sistemas de comunicação necessários à partilha de conhecimento. Esta fase teve cinco momentos sucessivos na Skandia: Tecnologia Administrativa (TA) com uso e destaque de mainframes; Tecnologia de Informação (TI) com uso de PC's; Tecnologias de Comunicação (TC) usando Internet e finalmente Tecnologias de Entretenimento (TE) usando CD-ROM para divulgar os outputs relativos ao capital intelectual;

Fase Missionária: Primeiros passos no desenvolvimento da função capital intelectual na empresa. Identificação de pioneiros dentro da organização que já identificaram o problema e estão dispostos a evidenciar a necessidade de uma nova perspectiva. Os instrumentos são algumas metáforas bem como o precedente de métricas simples de conversão comparativa usadas para outros fins;

Navigator: Sistema com cinco áreas de focagem, cada uma abrangendo um conjunto de elementos fundamentais para a gestão e medição do capital intelectual. É a partir deste sistema a que chamou Navigator que irá enquadrar todas as métricas que propõe para o capital intelectual;

Valor de C (capital intelectual): Obtem-se seleccionando um conjunto de indicadores do Skandia Navigator de modo a cobrir todas as áreas em foco e a obter um bom nível de representatividade. No caso estudado são referidos 36 indicadores como representativos. Remova as redundâncias e alguns valores como "activo total" que fazem parte do Balanço. Some todos os valores para obter C. Devemos ficar com cerca de duas dúzias de valores. A lista usada pela Skandia é a seguinte:" [EDVINSSON, 1997];

 

 

 

Paul A. Strassman

Criação de Capital Conhecimento: Capital conhecimento é criado quando os custos de gestão de informação geram efeitos que permanecem mais no longo prazo do que as despesas anuais de operação. A comparação das Vendas acumuladas com Custos Gerais e Administrativos, e gastos de R&D com ganhos em Capital Conhecimento dá uma indicação da eficiência de Acumulação de Capital Conhecimento;

Valor Acrescentado da Gestão (VAG): Depois de remunerados a uma taxa média do sector, todos os factores que contribuíram para a formação das receitas obtidas pela empresa, ficará um remanescente (pode ser negativo) que corresponde ao valor que a habilidade da gestão foi capaz de acrescentar (um excedente líquido ou ganho anormal na terminologia dos economistas);

Valor do Empregado: O valor do Capital Conhecimento por Empregado pode dar suporte à afirmação frequente "os empregados são o nosso activo mais importante". É desejável que o Capital Conhecimento por Empregado seja maior que a média dos salários da empresa;

 

 

Annie Brooking

Activos centrados nas pessoas: Compreende a experiência colectiva, criatividade e capacidade de solucionar problemas, liderança, habilidade e potencial empreendedor e de gestão inerente aos empregados da organização. Inclui ainda dados psicométricos e indicadores sobre a forma de reacção dos indivíduos em determinadas situações, como em equipa ou em situações de stress. Perspectiva o indivíduo como um ser dinâmico que pode executar uma infinidade de tarefas ao longo do tempo. A função do gestor é garantir que os activos humanos têm oportunidade e acesso aos mecanismos que lhes permitem atingir os objectivos e realizar totalmente o seu potencial;

Activos de infra-estrutura: São tecnologias, metodologias e processos que permitem à organização funcionar. Por exemplo, cultura da empresa, metodologias de avaliação de risco, métodos de gestão da força de vendas, estrutura financeira, bases de dados de informação sobre o mercado ou sobre os clientes, sistemas de comunicação como e-mail e teleconferência. Basicamente os elementos que fazem o modo como a organização funciona. Não inclui activos tangíveis como o computador, mas sim o modo como é usado na organização;

Activos de mercado: É o potencial que uma organização tem relativamente aos activos intangíveis de mercado. Por exemplo, inclui marcas de produto, de serviços e de empresa, clientes e a sua fidelidade, negócios repetidos, carteira de encomendas, canais de distribuição, contratos e acordos como os de licenciamento ou de franchise;

Activos de propriedade intelectual: Inclui Know-How, segredos comerciais, copyrights, patentes e direitos de design. Inclui ainda marcas comerciais e de serviço;

Alvo de Brooking: Para visualização do resultado da auditoria, Annie Brooking propõe a utilização de imagens em vez da valorização quantitativa ou financeira. A imagem adoptada é um alvo com cinco zonas circulares numeradas de 1 a 5 tal como os índices. Cada zona circular tem uma cor: 1=vermelho; 2=laranja; 3=amarelo; 4=verde e 5=azul. Os activos são colocados no alvo em função do valor médio dos índices dos seus aspectos, ficando mais ou menos distanciados do centro (ponto óptimo) e nas cores. A arrumação é feita ainda em cada um dos quatro quadrantes;

Auditoria de capital conhecimento: A auditoria é executada por equipas multidisciplinares devido à variedade de questões a colocar. São necessárias competências de vários domínios, designadamente finanças, estratégia empresarial, marketing, propriedade intelectual, análise de conhecimento e recursos humanos. A auditoria tem um processo definido que passa pelos seguintes momentos:

Capital Intelectual: É o termo dado à combinação de activos intangíveis que permitem à empresa funcionar. Capital Intelectual = Activos de Mercado + Activos Centrados na Pessoa + Activos de Propriedade Intelectual + Activos de Infra-Estrutura);

Medição de Capital conhecimento: Para esta autora a medição do capital conhecimento não pode ser efectuada por métodos directos e meramente quantitativos, porque é uma questão essencialmente qualitativa. A avaliação do capital conhecimento de uma empresa (capital intelectual nas suas palavras) é conseguida através de auditoria especializada com todos os procedimentos inerentes, desde o planeamento à execução. O seu trabalho revela uma atenção muito especial à utilização de técnicas de auditoria na metodologia de avaliação;

 

 

Thomas Stewart

Atitudes dos empregados: Medida de Capital Humano. Não existe uma correlação directa entre a felicidade das pessoas e a sua produtividade mas é admissível que exista de facto uma melhor produtividade quando as pessoas se sentem desejadas e estão a aprender. Tendem a criar um melhor relacionamento entre si e com os clientes, por isso podemos usar este indicador para avaliar o capital conhecimento;

Banco de Conhecimento (Brilliant PLC): Medida de Capital Humano. Todas as empresas criam bases de dados de conhecimento com resultados de pesquisa, competências, listas de clientes, processos de negócio, etc. Alan Benjamin director do grupo SEMA, uma das empresas lideres em serviços de computador na Europa, desenvolveu um estudo patrocinado pela Debrett’s Peerage da indústria Britânica e conduzida pela Royal Society for the Encouragement of Arts, Manufactures, and Commerce. Trata-se da recolha e reorganização dos elementos da Demonstração de Resultados de uma divisão empresarial para mostrar a criação de conhecimento e dinheiro. Para Alan Benjamin os investimentos de longo prazo são apenas os intelectuais. Os gastos de capital são meros instrumentos para as pessoas trabalharem, por isso os gastos de capital são tratados como um gasto corrente e não como investimento;

Capital Cliente: É o valor das relações de uma organização com as pessoas com quem faz negócios. Pode ser ampliado de modo a compreender o relacionamento com os fornecedores, podendo chamar-se capital de relacionamento. É no relacionamento com os clientes que o capital intelectual se transforma em dinheiro;

Capital Estrutural: É o que transforma, o que aumenta e amplia o capital humano e permite que seja usado vezes sem conta para criar valor. Stewart cita Sid Caesar que afirmou "The guy who invented the first wheel was an idiot. The guy who invented the other three, he was a genius" [STEWART 1997];

Capital Humano: É a capacidade dos indivíduos necessários para oferecer soluções aos clientes. É a fonte de inovação e renovação que pode provir de brainstorms em laboratório ou do bloco de notas de um líder de vendas. Uma organização não é necessariamente rica se possuir um conjunto de indivíduos brilhantes. Podem existir indivíduos brilhantes numa universidade, mas isso não significa que todos sejam colectivamente brilhantes;

Capital Intelectual: Capital Humano + Capital Estrutural + Capital Cliente;

Ciclos anuais do capital circulante (George Stalk): Medida de Capital Estrutural. O número de vezes que o capital circulante roda durante um ano mostra até que ponto substitui inventário por informação. A medida foi sugerida por George Stalk do Boston Consulting Group e é usada por Allied-Signal, GE, Hillenbrand Industries e outras empresas. Trata-se de um indicador poderoso da eficiência das empresas. Quanto maior for o número obtido, mais eficiente é a empresa. Significa que consegue usar o seu capital circulante muitas vezes durante o ano para gerar vendas;

Corpo semi-permanente de conhecimento: constituído pela experiência que cresce à volta das tarefas, das pessoas ou das organizações. Pode ser comunicações, capacidade de liderança, compreensão dos vírus na bioquímica, saber o que os clientes estão de facto a pagar, familiaridade com os processos organizacionais, valores e cultura;

Diferença (DifMtoB): (market value) – (book equity);

Ferramentas que aumentam o corpo de conhecimento: instrumentos que trazem factos, dados, informação ou oferecem experiência e valor-acrescentado a outros que precisam dele quando precisam;

Inovação: Medida de Capital Estrutural. Para T. Stewart o resultado do capital humano é a inovação, tal como para o capital estrutural é a eficiência. Afirma que existem inúmeras formas de detectar a inovação numa empresa, designadamente: "Calcular a percentagem de vendas originadas em novos produtos ou serviços (a medida mais simples); Calcular a margem bruta resultante de novos produtos ou serviços (mais sofisticada que a anterior); Contar o número de novos produtos ou serviços; Contar o número de novas patentes." [STEWART 1997];

Lealdade dos clientes (Frederick Reichheld): Medida de Capital Cliente. É difícil responder a questões como: Qual é o valor actual da sua base de clientes? Quanto vale um novo cliente? Quanto custa manter um cliente antigo? Um consultor, Frederick Reichheld da Bain & Co. refere "raising customer retention rates by five percentage points increases the value of an average customer by 25% to 100%". Com base no trabalho deste consultor, um economista, Claes Fornell da University of Michigan Business School desenhou os cálculos;

Mandato, retorno, experiência, aprendizagem: Medida de Capital Humano.Trata-se da manutenção de uma espécie de inventário de empregados conhecedores. Uma empresa Sueca Celemi International, consultora em recursos humanos, treino e mudança organizacional publicou várias medidas interessantes de experiência em 1995, designadamente: "Número médio de anos de experiência dos empregados nas suas profissões; Turnover entre os peritos (definidos como empregados a trabalhar directamente com clientes em projectos; gestores de topo só contam se trabalham activamente com clientes); Antiguidade entre os peritos (média de anos com a empresa); Valor Acrescentado por perito e por empregado; Percentagem de clientes que são "desafiadores das competências", aqueles que solicitam projectos difíceis aos empregados. São valiosos porque os empregados aprendem com eles; Rácio Rookie (percentagem de empregados com menos de dois anos de experiência)." [STEWART 1997];

Medidas de capital cliente: O capital cliente é possuído pela empresa e pelos clientes. As medidas de capital cliente, desenvolvem-se em torno da satisfação do cliente, das alianças e lealdade dos clientes. É fácil medir, mas é muito difícil saber se a medida está correcta;

Medidas de capital estrutural: Stewart afirma que para avaliar o capital estrutural de uma empresa são precisos dois tipos de dados: medidas do valor do stock acumulado de conhecimento organizacional e medidas da eficiência organizacional;

Medir a burocracia (T. Stewart): Medida de Capital Estrutural. Há várias formas de medir a burocracia, isto é de ver se os seus sistemas estão a interpor-se entre a empresa e os clientes, designadamente [STEWART 1997]: "Sugestões feitas versus sugestões aceites. Se os empregados fizerem 1000 sugestões e a empresa aceitou apenas algumas, significa que está a comprimir as ideias dos empregados; Time-to-market. Quanto tempo é preciso para desenvolver e colocar novos produtos no Mercado? Teste de demasiados-chefes. Qual é o rácio entre Vendas e SG&A (custos de vendas, gerais e administrativos); Tempo de preparação, lotes mínimos rentáveis, etc. Medidas de flexibilidade podem ser boas medidas de capital estrutural";

Medir as alianças: Medida de Capital Cliente. O capital cliente é detido pela empresa e pelos clientes. Há formas financeiras e não-financeiras de avaliar se está a aumentar este activo [STEWART 1997]: "Dados de qualidade, informação sobre economias de ambos os lados (empresa e cliente) originadas em processos partilhados como troca de informação por meios electrónicos, dados sobre existências (empresa e cliente), podem ajudar a avaliar se a empresa e o cliente estão a criar valor com as alianças; Conhecer a força financeira dos clientes, crescimento e a parte da empresa nos negócios do cliente. Se é um fornecedor chave para um cliente tem aí um activo intangível valioso";

Medir o Back-Office (Housel/Kanevsky): Medida de Capital Estrutural. Há trabalho que tem custos mas nunca é avaliado. Por exemplo, serviços de informações em back-office, recolha de dados de facturação de encomendas para elaboração de relatórios internos. Thomas Housel professor da University of Southern California refere "reengineering ought to increase value, not to cut costs – and especially not cut costs at the expense of value. But when a process doesn’t have a saleable output, we had no way of knowing if we increase value or of figuring a return on investment";

Medir o Capital Conhecimento: Thomas Stewart não acredita na qualidade das medidas de capital conhecimento existentes actualmente. A sua opinião pode ser compreendida pela frase que escolheu para subtítulo do capítulo sobre instrumentos de medida e gestão da sua obra sobre Capital Intelectual:"I love fools' experiments. I am always making them - Charles Darwin";

Navigator para o capital intelectual: Thomas Stewart propõe um gráfico circular em forma de radar para mostrar a situação da empresa quanto aos activos de conhecimento. As medidas são colocadas como raios num círculo, considerando-se em cada raio uma escala particular que vai do mínimo de cada factor colocado no centro do círculo até ao máximo colocado sobre o limite da circunferência. Unem-se os pontos em cada raio ficando desenhado um polígono irregular que mostra o nível atingido pelos activos avaliados na empresa. A diferença entre este polígono e o limite da circunferência mostra a zona de melhorias possíveis para os activos avaliados. Quanto maior for o polígono interior melhor para a empresa;

Outras medidas pontuais de capital humano: Apesar de não oferecerem dados quantitativos, as seguintes questões darão informação qualitativa valiosa: "Entre as habilidades detidas pelos empregados, quais são as mais valiosas para os clientes? Porquê? Que habilidades e talentos são mais admirados pelos seus empregados? O que é que conta para a diferença entre o que os clientes valorizam e o que os empregados valorizam? Que tecnologias emergentes ou habilidades podem minar o valor do seu conhecimento proprietário? Onde é que os gestores de alto potencial desejam estar relacionados (reportar) na sua organização? Onde é que acabam por trabalhar? Como explicam a sua preferência? Que percentagem de gestores completaram planos de treino e desenvolvimento dos seus sucessores? Que percentagem do tempo de todos os empregados é gasta em actividades de baixo valor para os clientes? Que percentagem do tempo dos peritos é gasta em actividades de baixo valor para os clientes? Quando a concorrência contrata pessoal, prefere os seus empregados? Porque saem as pessoas para aceitar lugares fora da empresa? Entre os peritos, no seu mercado de trabalho – incluindo caça cabeças – qual é a reputação da sua empresa relativamente aos concorrentes?";

Princípios de medição de activos intangíveis: Thomas Stewart sugere três princípios a observar em qualquer esquema sobre medição de activos intangíveis: "Mantenha a simplicidade. Opte por um número não maior que três medidas, uma para capital estrutural, outra para capital humano e outra para capital cliente; Meça o que é estrategicamente importante para a empresa; Meça actividades que produzem riqueza intelectual, não perca tempo com aspectos pouco relacionados com capital intelectual";

Q de Tobin: Trata-se de um rácio desenvolvido por James Tobin vencedor do prémio Nobel em economia. Não foi desenvolvido como medida de capital intelectual, mas T. Stewart refere que Alan Greenspan presidente da American Federal Reserve notou que os valores dos rácios Q e Market-to-book elevados reflectiam os valores investidos em tecnologia e capital humano. O rácio Q compara o valor de mercado de um activo com o custo de reposição;

Rácio "Market-to-Book" (MtoB): (market value) / (book equity);

Satisfação dos clientes: Existem diversas formas de medir a satisfação dos clientes. Se não pode demonstrar a relação entre o aumento dos resultados financeiros e a satisfação dos clientes então não está a medir bem a satisfação dos clientes. "Clientes satisfeitos devem exibir três características quantificáveis: Lealdade (taxa de retenção de clientes); Aumento do negócio (quota de mercado; Susceptibilidade aos ataques da concorrência (tolerância de preço)." [STEWART 1997];

Stock de conhecimento (Weston Anson): Weston Anson, um MBA e jurista que dirige a empresa Trademark & Licensing Associates, Inc e que trabalhou para a Procter & Gamble e ajudou a avaliar a livraria do Vaticano criou um método para identificar e avaliar os intangíveis estruturais aplicável a muitos casos. O resultado é uma matriz que mostra a força relativa dos activos comparados com os dos melhores concorrentes;

Valor actual líquido do cliente: O valor actual líquido do cliente é aquilo que os concorrentes estão dispostos a pagar para lhe roubar esse cliente. Esta informação é valiosíssima, pode usá-la para saber quanto deve gastar para obter novos clientes, que segmento deve privilegiar e a qual deve prestar menos atenção. Pode saber se deve manter os clientes actuais ou angariar novos;

Valor Intangível Calculado (VIC) - NCI Research: Esta medida foi desenvolvida pela Evanston Business Investment Corp., Illinois no âmbito do projecto NCI liderado por Thomas Parkinson. Para os elementos deste projecto "the market value of a company reflects not only its tangible assets but a component attributable to the company’s intangible assets". Sustentam que o valor desses activos intangíveis da empresa é igual à habilidade de superar um competidor médio que tem activos tangíveis semelhantes. Ao Valor Actualizado do Excedente Líquido da Empresa chama-se Valor Intangível Calculado (VIC);

 

 

 

Verna Allee

Medir Capital conhecimento: VERNA ALLEE entende que nenhuma forma de medir é neutra. O que medimos mostra o que consideramos importante nas organizações. O desafio consiste em obter a medida certa para os objectivos que nos propomos observar. As medidas que estão a ser usadas pretendem avaliar produtos ou tipos de conhecimento. Medir conhecimento codificado como patentes e copyrights é bastante fácil. O que importa realmente medir é a eficiência do conhecimento nas organizações;

Níveis de Conhecimento e Aprendizagem: Allee define 7 níveis para o seu modelo de avaliação do capital conhecimento:

 

 

 

O’Dell & Grayson

KMAT: Para a medição de capital conhecimento na empresa, os autores propõem um sistema designado por Knowledge Management Assessment Tool (KMAT) desenvolvido em conjunto pela American Productivity & Quality Center e pela Arthur Andersen em 1995. O sistema é composto por cinco conjuntos de questões com respostas quantificadas de 1 a 5 Anexo III: Processo de gestão de conhecimento; Liderança em gestão de conhecimento; Cultura de gestão de conhecimento; Tecnologia de gestão de conhecimento; Medição da gestão de conhecimento;

Níveis do modelo conceptual: O modelo conceptual orientador da acção de desenvolvimento do capital conhecimento organizacional tem três níveis interligados: Proposta de valor da empresa que pode ser uma de três categorias básicas: Aproximação ao Cliente; Excelência Product-to-Market e Excelência Operacional; Ambiente com quatro catalizadores: tecnologias de informação, cultura, sistemas de avaliação e infraestrutura organizacional; Processos de quatro fases: planeamento, design, implementação e ampliação;

Passos da transferência de conhecimento: Existem sete passos essenciais na transferência em O'Dell & Grayson: Criar, Identificar, Coleccionar, Organizar, Partilhar, Adaptar, Usar;

Transferência de capital conhecimento: Para estes autores as empresas devem actuar no sentido de optimizar as condições da transferência de conhecimento. Na sua perspectiva existem sete passos essenciais na transferência;

 

 

 

Ken Standfield (KnowCorp)

Capital Conhecimento Global: Como este autor alargou o modelo DifMtoB com dois novos patamares, o seu capital conhecimento chama-se capital conhecimento global e compreende três parcelas: [(Capital Conhecimento Realizado) + (Erosão de Capital Conhecimento) + (Vantagens Competitivas Sustentáveis)];

Capital Conhecimento Realizado: Baseia-se no modelo DifMtoB que estabelece o valor do capital conhecimento através da fórmula: [Intellectual Capital] = (market value – book value). Ken Standfield criou um conjunto de conceitos extensivos do conceito de capital conhecimento, à volta da dinâmica do valor de mercado da empresa que altera em função das expectativas dos investidores quanto à lucratividade das operações na bolsa;

DifMtoB Extensivo: O modelo DifMtoB Extensivo sustenta que o capital conhecimento realizado é obtido pela diferença entre o valor de mercado e o valor contabilístico da empresa. Por exemplo, para um valor de mercado igual a $110 e um valor contabilístico igual a $10 temos um capital conhecimento igual a $100. Neste caso o valor de mercado associado ao investidor é 10 vezes superior ao valor contabilístico. Significa que os investidores estão a valorizar 10x o valor contabilístico dos activos físicos entregues à empresa. Assim, Ken Standfield defende que existe um efeito multiplicador entre os valores contabilísticos e o valor de mercado associado ao investidor que através de análise avançada permite estimar o efeito de uma alteração no conhecimento nas receitas da empresa, no valor de mercado e em última análise no preço das acções;

KRMV Benchmark: O modelo K(nowledge)R(evenue)M(arket)V(alue) ou (KRMV Benchmark) mostra a relação entre o capital conhecimento, os proveitos e o valor de mercado da empresa numa expressão como a seguinte: 1K=5R=25MV;

Valor de Mercado Atingível (VMA): É o valor de mercado que a empresa pode atingir se eliminar as suas ineficiências internas. As ineficiências são designadas por Erosão de Capital Conhecimento (ECC) e podem ser calculadas pela diferença entre o valor de mercado associado ao investidor (VMAI) e o valor de mercado atingível (VMA);

Valor de Mercado Real (VMR): É o valor de mercado que uma empresa pode conseguir através de vantagens competitivas sustentáveis. Tais vantagens decorrem da capacidade para suportar e antecipar as mudanças rápidas de mercado, a obsolescência tecnológica, a saturação de mercados e outras modificações descontínuas;

Valor Real da Empresa: Capital Tangível + [(Capital Conhecimento Realizado) + (Erosão de Capital Conhecimento) + (Vantagens Competitivas Sustentáveis)]. Trata-se do mesmo conceito que temos tratado como capital conhecimento.

Vantagens Competitivas Sustentadas (VCS):- Algumas empresas lidam e sustentam as suas vantagens competitivas de uma forma muito efectiva através de estratégias competitivas divergentes, analisam constantemente a procura corrente e planificam o futuro. A generalidade dos concorrentes da empresa de excelência assumirão uma estratégia competitiva de cegueira, ficarão estáticos perante estas mudanças, ou responderão após a sua ocorrência, não poderão por isso dispor das vantagens competitivas sustentáveis necessárias ao Valor de Mercado Real;

 

 

Cap Gemini

Células do modelo: Cada célula assenta na recolha de evidência sobre os processos, por observação ou por aplicação de questionário – não revelado pela Cap Gemini;

Intelligence: Nível posicionado entre a informação e o conhecimento;

Modelo de Maturidade do Conhecimento: O modelo da Cap Gemini designado por Modelo da Maturidade do Conhecimento (MMC) é um instrumento visual que combina os quatro níveis de geração de conhecimento (dados / informação / Inteligência / Conhecimento) com a distribuição e utilização desse conhecimento. Inclui ainda a dimensão temporal mostrando o que existe hoje, o que podemos fazer a médio e a longo prazo. A dimensão temporal é assinalada através das cores: o que existe hoje é verde (V), o que podemos ter a médio prazo é amarelo (A), o que podemos ter a longo prazo é encarnado (E);

Níveis: Nenhum nível superior pode existir sem a passagem pelos níveis inferiores do modelo. O conhecimento pode ser aplicado para obter melhores e mais dados, melhor informação ou melhor intelligence, trata-se de uma visão bidirecional dos níveis;

Tipos de organizações: a partir dos resultados do modelo podem ainda ser percepcionados quatro tipos possíveis de organizações quanto à captação, conversão, distribuição e utilização do conhecimento: Criadora de conhecimento; Orientada ao conhecimento; Orientada à Informação; Rica em Dados. A empresa atinge um dos tipos quando todas as células do quadrante ficam verdes, ou seja quando estão presentes os sistemas e processos assinalados em cada quadrante;

 

 

 

MAGIC (Measuring and Acounting Intelectual Capital)

MAGIC: O modelo MAGIC (Measuring and Accounting Intellectual Capital) resultou de um projecto europeu de investigação - ESPRIT 28981 financiado parcialmente pela Comissão Europeia. Trata-se de um modelo com fortes raízes na área da estratégia, oferece um esquema conceptual assente na ideia de que o capital intelectual compreende quatro fontes principais: Capital Humano, Capital organizacional, Capital tecnológico e Inovador; Capital de Mercado. Foi levado a cabo por um conjunto de empresas em parceria: Quality Production & Researsh Ltd; Grupo ISD – Informação Sistemas e Desenvolvimento, Lda, Lisboa, Portugal; CDN Competitive Design Network, Barcelona, Espanha; Invenio, Russelsheim, German; University of Stuttgart, Institute for Human Factors and Technology Management Stutgart, German; Profactor Productionsforschungs GmbH, Steyr, Austria;

Objectivos MAGIC: O projecto teve como objectivos: Identificar e registar o CI para detectar activos intangíveis de modo a transformá-los em propriedade; Estruturar o CI para obter transparência em ordem a identificar a interacção entre as diferentes espécies de activos intangíveis; Medir o CI para melhorar a análise competitiva e descrever o desenvolvimento estratégico da empresa e a criação de valor; Contabilizar o CI para reflectir os activos intangíveis nos documentos anuais de modo a obter uma estimativa mais credível do valor de mercado detido; Monitorar o CI para visualizar os factores críticos de sucesso e torná-los tangíveis;

 

 

 

Kaplan & Norton

Balanced Scorecard: é um sistema destinado a medir o desempenho e o alinhamento estratégico das empresas. Usa os dados financeiros passados e introduz as linhas orientadoras da performance futura. Para os autores deste sistema "as linhas de orientação compreendendo as perspectivas cliente, processos-internos-de-negócio, e aprendizagem derivam de rigorosas e explícitas traduções da estratégia da organização e são concretizadas em objectivos tangíveis e mensuráveis". O conjunto de medidas de performance a desenhar para cada uma das quatro perspectivas do modelo (financeira, cliente, processos internos e aprendizagem-crescimento) é ajustável caso a caso;

Perspectiva Cliente: a empresa escolhe uma das três hipóteses: Excelência operacional; Aproximação ao cliente (oferta de serviço personalizado e construção de relacionamento a longo prazo); Liderança de produto (criação de produtos únicos);

Perspectiva de Aprendizagem e Crescimento: Competências dos empregados; Tecnologia; Cultura empresarial;

Perspectiva Financeira: inclui: Estratégia de aumento de rendimento; Estratégia de Produto;

Perspectiva Processos Internos: Construir franchise através de inovação; Aumentar valor para o cliente através de processos de gestão de clientes; Atingir a excelência operacional através de processos de logística e operação; Tornar-se um cidadão empresário através de processos reguladores e de ambiente;

Sucesso: As empresas da era da informação serão bem sucedidas se investirem e gerirem os seus activos intelectuais. A inovação e melhoria de produtos ou serviços e processos serão obtidas a partir de empregados requalificados, tecnologias de informação superiores e procedimentos organizacionais alinhados;

 

 

 

Karl Erik Sveiby (Monitor de Activos Intangíveis)

Activos Intangíveis: (Estrutura Externa + Estrutura Interna + Competência Individual);

Antiguidade: Número de anos como empregado da empresa;

Maiores clientes: Percentagem de vendas dos maiores clientes;

Categorias de Clientes: Percentagem de vendas geradas em três categorias – os que melhoram a imagem, os que melhoram a estrutura, os que melhoram as competências;

Competência Individual: Conjunto de indicadores que caracterizam os profissionais da empresa. Os empregados estão separados em dois grupos: Profissionais e Staff Administrativo. O termo profissional refere-se ao pessoal que planeia, produz, processa ou apresenta produtos ou soluções pedidas pelos clientes;

Competência profissional: Número de anos na profissão actual;

Encomendas repetidas: Clientes que existiam no ano anterior;

Estrutura externa: inclui os indicadores caracterizadores dos clientes. Lucro, Vendas, Satisfação, Dimensão, etc. são aspectos relevantes para essa caracterização uma vez que os clientes são diferentes. Os profissionais trabalham directamente para os clientes construindo e mantendo o relacionamento através de projectos. Assim, a escolha dos clientes é crucial para a caracterização da estrutura externa;

Estrutura interna: inclui os indicadores caracterizadores do pessoal de suporte, isto é, aqueles cuja actividade principal é manter a estrutura interna, em especial a gestão geral, a contabilidade, o serviço de pessoal, a recepção, o arquivo, etc. As actividades como a manutenção rotineira dos sistemas informáticos e das bases de dados devem também ser classificadas sob esta categoria, a menos que apoiem um cliente ou a um grupo específico dos clientes;

Lógica de valor de Sveiby: Consideram-se relevantes para o estudo do capital intelectual, todas as fontes diferentes das que provêm de activos tangíveis contadas em (Valor Contabilístico Líquido). A lógica de valor de Sveiby assenta no seguinte esquema: Valor da empresa = (Valor Líquido Contabilístico Tangível) + (Activos Intangíveis), sendo os Activos Intangíveis = (Estrutura Externa + Estrutura Interna + Competência Individual);

Monitor de Activos Intangíveis: O modelo de Sveiby, designado por Monitor de Activos Intangíveis, é uma matriz que relaciona as três categorias de activos intangíveis com três conjuntos de indicadores organizados de acordo com três preocupações fundamentais: Crescimento/Renovação, Eficiência e Estabilidade/Risco. O monitor dos recursos intangíveis pode ser integrado no sistema de informação da empresa e deve apresentar um aspecto de síntese, não excedendo uma página;

Nível de educação: Número de empregados no fim do ano com ensino primário, secundário, superior;

Número de Staff: Duas hipóteses – Número médio de pessoas empregue durante o ano para os indicadores de eficiência; Número de empregados no fim do ano para os indicadores de crescimento e renovação;

Profissionais: Empregados que trabalham directamente com clientes em projectos. Os gestores de topo são vistos como Profissionais porque trabalham activamente com clientes;

Proporção de staff administrativo: Número de staff administrativo dividido pelo número total de staff no fim do ano;

Rácio Rookie: Percentagem de empregados com menos de dois anos de antiguidade na empresa;

Rotação de staff: Número de saídas dividido pelo número de staff no início do ano;

Staff Administrativo: Todos os empregados excepto profissionais;

Valor acrescentado: Valor produzido pelos empregados depois de pagos todos os fornecimentos externos;

Vendas por cliente: Vendas totais divididas pelo número médio de clientes no ano;

Vendas por staff administrativo: Vendas totais divididas pelo número médio de staff administrativo;

 

 

 

A medição tradicional dos intangíveis

Aproximação pelo mercado: a valorização do activo é efectuada através do mecanismo de mercado, pelo jogo da oferta e procura. O valor que o mercado está disposto a pagar pelo activo é aceite como o valor efectivo. Das três aproximações, esta é a mais aceite uma vez que resulta de um consenso entre aqueles que estão dispostos a vender e os que pretendem comprar;

Aproximação pelo rendimento potencial: assume-se que a capacidade de produzir rendimento é estável e contínua no futuro. O valor do activo é obtido pela actualização dos cash flows esperados no futuro. A taxa de actualização deve ser adequada ao sector em causa;

Aproximação pelos custos: a valorização com base nos custos tem em conta o custo de reposição do activo. Assumindo-se como pressuposto que o custo é uma expressão do valor económico dos serviços realizados por esse activo durante a sua vida real e portanto pode se usado como o seu valor;

Goodwill: O conceito de Goodwill tem conteúdo próximo do de Capital Conhecimento, mas é mais restritivo. Ambos pretendem valorizar intangíveis. Outra diferença entre os conceitos prende-se com a área científica de origem e com as metodologias de medição a que recorrem cada um dos grupos de teóricos que trabalham os conceitos. O termo goodwill é usado pelos teóricos da contabilidade e finanças enquanto que o termo capital conhecimento foi criado recentemente pelos teóricos ligados às tecnologias de informação;

Modelos tradicionais de avaliação de empresas: Os modelos identificados por Carlos Bastardo e António Rosa Gomes, com algumas adaptações no sentido de evidenciar a sua utilidade no cálculo do capital conhecimento, são os seguintes: